Em um time de produto, tempo é um recurso tão valioso quanto o orçamento. Cada reunião conta. Cada decisão errada custa. Nesse cenário, o UX (User Experience) vai além de um “plus” visual, tornando-se uma ferramenta estratégica de otimização de tempo, prevenção de retrabalho e alinhamento com o que realmente importa: o usuário.
Embora o UX traga resultados concretos, ainda pode ser percebido como algo opcional quando seus benefícios não estão visíveis no curto prazo. Neste artigo, quero mostrar com dados e exemplos, como o UX pode ser um grande aliado para ganhar velocidade e eficiência no desenvolvimento de produtos.
UX: Onde realmente economizamos tempo
Ao identificar problemas antes de entrar em desenvolvimento, o UX contribui para reduzir retrabalho e acelerar o processo como um todo. Segundo o Nielsen Norman Group, testes com apenas 5 usuários podem revelar até 85% dos problemas de usabilidade. Isso significa corrigir uma funcionalidade em dias, em vez de lidar com suporte, retrabalho, testes e refatorações por semanas.
Ao descobrir falhas de entendimento, confusão de fluxo ou baixa percepção de valor ainda no protótipo, o time evita “queimar” esforço com algo que não vai funcionar bem no mundo real.
Case interno: a importância da validação antes do desenvolvimento
Na Precisão Sistemas, tivemos um exemplo claro disso. Durante a validação de uma nova funcionalidade, testes realizados com usuários identificaram dificuldades na compreensão de uma das ações disponíveis na tela.
Se a funcionalidade tivesse partido direto para produção, o impacto seria significativo: dificuldade no uso por parte dos clientes; demandas para o suporte. E o mais crítico: necessidade de refatoração de código e novos testes, ocupando tempo em nossa fila de desenvolvimento.
Com um simples teste de usabilidade feito antes do desenvolvimento final, foi possível evitar desperdício de tempo, desgaste do time e frustração do usuário.
Spotify e YouTube também erram e corrigem com UX
Essa situação não é exclusiva nossa. Plataformas globais como o Spotify também enfrentam dilemas de design. Em uma análise do Medium, o botão de “shuffle” (embaralhar) foi criticado por confundir os usuários sobre o real funcionamento da playlist. Resultado? Retrabalho. Mesmo em um produto com milhões de usuários.
Outro exemplo é o YouTube, que simplificou a função “Assistir mais tarde” após perceber que muitos usuários adicionavam vídeos sem saber como acessá-los depois. O “redesign” da interface melhorou o fluxo e reduziu reclamações.
UX: onde queremos chegar
Como UX/UI Designer, nosso papel é garantir que as soluções funcionem bem e tenham uma usabilidade intuitiva. Sendo assim, visamos:
Colaborar com o time de produto na tomada de decisões mais assertivas;
Diminuir ciclos de retrabalho;
Facilitar a vida do usuário (e assim, a do suporte, time de qualidade e devs).
Quando conseguimos validar rapidamente com o usuário e ajustar antes de entrar em nossa fila de desenvolvimento, todo o time se beneficia.
Everton Torteli – Analista de UI/UX na Precisão Sistemas
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