Os perigos do Overengineering

Overengineering, ou excesso de engenharia, ocorre quando criamos soluções mais complexas do que o necessário para resolver um problema. Embora seja um termo muito comum no desenvolvimento de software, essa prática também pode surgir em outras áreas ou até mesmo em processos internos de uma empresa. 

Imagine que você precisa matar uma formiga e, em vez de usar algo simples como um chinelo ou inseticida, decide usar uma bazuca. 

Apesar de ser uma solução extremamente poderosa, ela é desproporcional ao problema, gera impactos colaterais desnecessários e demanda mais recursos do que o necessário. Essa analogia, embora comum, descreve bem a essência do overengineering: investir mais tempo, dinheiro e esforço em algo que poderia ser resolvido de forma muito mais simples. 

Existe um equívoco de que programar de forma simples significa fazer algo malfeito. 

Porém, simplicidade é sinônimo de inteligência e clareza. Optar por soluções simples é mais desafiador do que parece, pois exige reflexão estratégica e um olhar realista para o contexto do projeto. 

A principal característica de uma solução bem-sucedida é sua adaptabilidade. Um bom software não é aquele com a arquitetura mais sofisticada, mas aquele que pode ser facilmente modificado a curto, médio e longo prazo. Isso significa construir algo que permita evolução e manutenção, sem se tornar um fardo para o time. 

Vale lembrar que o overengineering geralmente nasce de boas intenções: a vontade de criar algo robusto e completo. No entanto, soluções inteligentes não são aquelas que impressionam pela complexidade, mas sim pela capacidade de resolver problemas sem criar novos. 

Um bom software não é aquele com a arquitetura mais sofisticada, mas aquele que pode ser facilmente modificado a curto, médio e longo prazo. 

Por exemplo, ao atuar em uma tarefa, antes de sair escrevendo código, pergunte-se: 

  • • O que realmente precisa ser resolvido ou entregue?  
  • • Quem será impactado por essa mudança?  
  • • Há uma abordagem simples que resolva o problema sem adicionar camadas desnecessárias de lógica ou abstração?  
  • • A solução proposta está alinhada com a arquitetura atual?  
  • • A implementação será fácil de entender e modificar no futuro?  
  • • Essa alteração aumenta o risco de complexidade ou pode gerar novos bugs em outras partes do sistema?  

Essas perguntas funcionam como um checklist mental que ajuda a evitar soluções desnecessariamente complexas e a manter o foco no objetivo real. 


Artigo escrito por Thais Favore, Desenvolvedora Back-End

Foto de Bernd 📷 Dittrich na Unsplash

Artigos interessantes

Inovação

Como o Design economiza tempo e otimiza desenvolvimento 

O UX pode ser um grande aliado na busca por mais agilidade e eficiência no desenvolvimento de produtos. Ao validar soluções com os usuários antes que elas avancem para o desenvolvimento, é possível identificar problemas de usabilidade, corrigir falhas e evitar esforços desnecessários. Na prática, isso significa menos retrabalho, decisões mais assertivas e melhor aproveitamento do tempo das equipes de produto, desenvolvimento, qualidade e suporte. Mais do que cuidar da experiência do usuário, o UX contribui para tornar todo o processo de desenvolvimento mais eficiente.

Inovação

A máquina que só finge saber

A Inteligência Artificial tornou nossa relação com a tecnologia mais simples e acessível, mas também trouxe um novo desafio: saber até que ponto podemos confiar no que ela nos apresenta. Afinal, se a máquina responde com tanta segurança, como distinguir o que é verdade do que apenas parece ser?

Evento

Precisão Sistemas participa do IMendes Day 2026, em São Paulo 

A Precisão Sistemas participou, no dia 27 de agosto, do IMendes Day 2026, evento realizado em São Paulo que reuniu representantes de empresas de tecnologia para discutir os impactos das mudanças tributárias e o futuro da tecnologia fiscal no Brasil.  Representando a Precisão Sistemas, esteve presente o colaborador Celso Britto Junior, que acompanhou a programação realizada na sede da […]