O Google deixou de ser apenas uma ferramenta de pesquisa em que o usuário navega por diversos links e páginas até encontrar a informação desejada. Atualmente, a plataforma incorpora recursos de inteligência artificial, como o AI Overviews, que exibe no topo dos resultados um resumo das principais informações sobre a pesquisa, acompanhado das respectivas fontes.
Além disso, o Google também disponibiliza o Modo IA, no qual a experiência de busca se torna semelhante à de um chatbot. Nesse formato, a inteligência artificial interpreta a solicitação do usuário, divide a pergunta em diferentes subtópicos, consulta múltiplas fontes e organiza uma resposta integrada e contextualizada, tornando o processo de pesquisa mais rápido e direto.
O Engenheiro de Automação e Inteligência Artificial da Precisão Sistemas, Fábio Augusto, pontua “Hoje em dia, a Inteligência Artificial afetou muito mais do que somente a forma com que pesquisamos, ela foi além, mudando fundamentos da forma com que nos comunicamos com a tecnologia, transcendendo a busca por palavras-chave para abordar contexto, intenção, instrução e restrições do usuário na construção de uma resposta. Atrelando a qualidade do resultado diretamente à qualidade da solicitação deste mesmo.”.
Fábio também ressalta que, na prática, pequenas mudanças na forma de escrever uma pesquisa podem fazer uma grande diferença. Informar o objetivo da busca, especificar o nível de profundidade desejado, delimitar um período, uma região ou até o público para quem aquela informação será utilizada ajuda a Inteligência artificial a produzir respostas mais relevantes e precisas. À medida que a IA se torna parte do dia a dia, saber fazer boas perguntas passa a ser uma habilidade tão importante quanto saber encontrar boas respostas.
Diante de todas essas facilidades, surge um novo questionamento: até que ponto podemos e devemos confiar nas buscas realizadas por IA?
Sendo a Inteligência Artificial responsável por selecionar as páginas e os trechos apresentados como resposta, torna-se fundamental que o usuário verifique as fontes e consulte o conteúdo completo das páginas indicadas. Afinal, a filtragem feita pela IA pode ser imprecisa e conter informações desatualizadas ou incompletas.
A atenção não deve estar apenas no momento da busca, mas também na forma como as respostas são interpretadas. Antes de tomá-las como verdade, é importante conferir sua origem e verificar se as informações apresentadas são, de fato, confiáveis.
Foto de capa: Foto de Nathana Rebouças na Unsplash
